27 de março de 2011

Me amam

Eu tenho trauma de bichos. Tenho a impressão de que eles vivem me perseguindo. Logo no início desse ano eu cismei que tinha uma aranha no teto do meu quarto tentando jogar a teia dela em mim. Eu juro que não uso drogas. Foi super estranho, a luz do corredor estava entrando por uma fresta da porta e iluminando justamente  onde estava a "aranha". Eu fiquei uns 10 minutos tentando distinguir a imagem antes de chegar a conclusão de que era uma aranha. Quando essa idéia passou pela minha cabeça eu fiquei desesperada, até que tive a idéia de chamar a minha irmã para me salvar. Obs: o único bicho que a minha irmã tem medo no mundo é aranha. Mas como é que eu ia chamar a minha irmã se eu em hipótese alguma iria levantar da cama? Não podia gritar, então eu liguei pro celular dela e ele começou a tocar dentro do meu quarto. Daí não teve jeito, tive que ligar para casa, dormir com a aranha que eu não ia. Enfim, ela veio aqui e me salvou e no final adivinha o que era???Uma poeirona(poeira grande). Só que esse blá blá blá todo aqui não falou de nenhum bicho, afinal nem era uma aranha. Mas vamos falar de bichos de verdade...

Passei as férias desse ano em Maceió, e a maior perseguição bichística da minha vida com certeza foi lá. Logo nos primeiros dias eu estava andando feliz pela rua até que um sapo pula na minha frente. Eu saí gritando igual a uma louca e as pessoas me olhavam como se eu fosse louca. Mas eu não sou, é que na minha cidade não é normal um sapo pular na sua frente. Mas tá aí o problema do povo da cidade, não pode ir para um lugar que tem roça que quer logo conhecer a roça. Se eu ficasse sentada com o meu rabo na capital não ia ter sapo pulando na minha frente, não ia. Uns dias depois um grilo resolveu ficar cantando no teto do quarto que eu estava dormindo. Mas o meu penúltimo dia lá foi o mór! Inventaram de irmos para um bicão. Sendo que tinha chovido, e o lugar se modificou catastroficamente. Os mosquitos que pousaram em mim não eram desse planeta, não consigo acreditar no tamanho deles.
Tinha muito disso também:
 Éca!

No dia interior estava um boato de que nesse lugar tinha cobra. Eu já tinha desistido de ir, mas acabaram me convencendo. Então eu estava lá, tranquila, lendo meu livrinho e começo a reparar um monte de gente olhando pro alto de uma árvore. Até que resolvi perguntar o que era e tive a resposta que mais temia: uma cobra. Pronto, fiquei louca, disse que só sairia dali de helicóptero porque debaixo daquela árvore eu não passava. E o meu tio ao invés de deixar a cobra quieta, resolveu que tinha que tirar a cobra dali. Conclusão: a cobra foi pro mato. Sem noção de quantos panos eu botei em mim para ir andando até o carro, e de quanta gente eu fiz ir perto de mim. Minha tia até me ensinou uma oração que afasta bichos, mas eu já esqueci. Aí no caminho até o carro eu ainda encontrei isso:
 E isso:
Obviamente essas fotos não foram tiradas por mim. Desses seres eu só quis uma coisa: distância. Tinha foto da cobra também, mas me recuso a pôr esse troço indigno no meu blog.


Mas eu também encontrei bichos que gostei na viagem. Tipo esses meus amiguinhos lindos:

Queria trazer pra casa.

E tinha uma amiga também que só era legal porque estava morta, pois viva ela não é legal. Principalmente dentro d'água.
 Minha amiga
Enterro dela

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