Acho que vou começar uma série aqui no blog com esse tema, porque não é possível que haja época do ano mais cagada do que essa. E sabe o que é pior? Eu adoro o verão. Só que aparentemente ratos, baratas, formigas, cobras, lagartos, o zoológico e a África inteira também.
Episódio de hoje: animais folgadinhos.
Tá calor, todo mundo usa pouca roupa; todo mundo vai à praia(menos eu); todo mundo faz churrasco(menos eu); todo mundo fica amigo de todo mundo(muito menos eu); e eu só tô falando da parte boa porque eu tô de férias. Mas daí a bicharada fica louca e quer botar seus rabinhos pra fora da toca também. É por isso que você chega na sua cozinha e pensa que qualquer dia desses terá que ir no cartório passar a casa pro nome das formigas, que você chega no seu banheiro e acha uma barata meio perdida por lá, que você(pelo menos eu) corre de lagartixas com uma frequência maior, que a quantidade de mosquitos pra sugar seu sangue aumenta consideravelmente, etc. Mas a história que eu tenho pra hoje fala sobre um mickey nada fofo, aconteceu comigo no verão passado e NÃO foi engraçada. Vamos lá?
Eu era gorda e estava tentando desesperadamente implantar qualquer atividade física na minha vida. Só que eu estava de férias e não estava nem um pouco disposta a acordar cedo pra isso. Então eu dormia todos os dias no sofá para que quando minha mãe acordasse e ligasse a televisão eu acordasse também. Só que não adiantava porra nenhuma porque eu levantava e ia dormir de novo na minha cama. Numa dessas, ao deitar, eu ouvi um barulho estranho. Era um cosc cosc cosc em algum lugar do meu quarto. Ou algo parecido com isso, não sou muito boa com onomatopeias. Achei que era uma barata e chamei minha mãe. Mas daí ela disse que era barulho de rato e começou a mexer em tudo pra ele sair, e nada. Passaram-se dias e o rato e seu maldito cosc cosc cosc continuavam lá. Até tranquei meus cachorros lá dentro pra ver se eles conseguiam pega-lo, mas o máximo que eles fizeram foi marcar o território. Dias depois o cosc cosc cosc acabou e meu pai achou um rato morto no quintal. Beleza. Tive que desinfetar meu quarto inteiro. Mas acabou por aí? Não, não acabou por aí.
Acabou o recesso no estágio, minha mãe e meu irmão viajaram, então chego em casa e vou conversar com a minha irmã que está na cozinha preparando um miojo. Até que me sai um rato de debaixo da pia e atravessa a cozinha correndo, indo para debaixo do freezer. Subi na mesa e gritei, gritei, gritei...
*Pausa pro maior arrependimento da vida: não ter filmado este momento*
MINHA IRMÃ TENTANDO SUBIR NA CADEIRA QUE ESTAVA PERTO DO FOGÃO E A CADEIRA ESCORREGANDO. DEPOIS ELA TENTANDO SUBIR NO FOGÃO COM A BOCA ACESA. E POR FIM ELA SUBINDO NA PIA. Cadê câmera de circuito interno nessa casa? CHOREI de tanto rir, esqueci do rato por 10 segundos.
*Cabo a pausa*
Então nós ficamos ali. Eu em cima da mesa, ela em cima da pia, batendo papo como se aquilo fosse super normal. Mas daí o rato, maroto, resolveu adicionar um pouco mais de adrenalina em nossas vidas e correu de debaixo do freezer pra debaixo de umas caixas que estavam ali perto. E mais gritos...
Ficamos ali até o meu pai chegar do trabalho. E ele ainda achou que eu estivesse tendo alucinações. Então o fiz mexer nas caixas pra provar que eu não sou louca, até que o rato saiu correndo de lá e foi pra debaixo da geladeira.
E então o meu pai disse: "É, realmente havia um rato. Mas tu viu o tamanho daquilo?"
E quem se importa com o tamanho?? Era um rato! Calorento, esfomeado, meigo&abusado.
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